sexta-feira, novembro 30, 2007

Wizard of Oz quotation

If I only had a heart...

sábado, outubro 13, 2007

Prêmio Nobel

  • Al Gore ganhou o prêmio Nobel da Paz. Ele é simplesmente um político americano, que fez um filme político. Ganhou um prêmio político, junto com um grupo político(IPCC, da ONU). Conseguiu ressurgir no cenário político americano, levou um Oscar para casa e saiu como herói internacional.

  • Pra quem não entendeu a situação, é mais ou menos como se José Sarney fizesse parte da Academia Brasileira de Letras.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Um grande prato para um homem, um pequeno prato para a humanidade

ARROZ !!!!!!!!!!!
Eu fiz meu próprio arroz !
É bem verdade que estava sem sal, mas não ficou seco, nem papa, ficou no ponto !!!!!
Puta que o pariu !!!!!!!!!
ahuhaauhauhuhauahauhuahhauha
Eu , eu mesmo, fiz o arroz que comi.
Eu fiz o meu arroz !

quinta-feira, outubro 11, 2007

Pablo Picasso

"Não se pode fazer nada sem a solidão"

quarta-feira, setembro 12, 2007

Tomanocu Day

Renan Calheiros conseguiu ficar no senado.

Acho que a saída é o Tomanocu Day.
Mais sobre o Tomanocu Day aqui.

quinta-feira, agosto 23, 2007

Temas e voltas

Quem lê um livro, ou uma poesia tenta às vezes se encaixar no papel dum personagem ou dum eu-lírico, na internet isso acontece mais com letras de músicas. É um post clássico colocar uma letra de música, a fórmula perfeita para dizer algo que sente ou o que pensa, mas sem dizer. Eu acho isso tudo muito idiota, mas vou fazer exatamente a mesma coisa agora com uma poesia de Manuel Bandeira.

Temas e voltas

Em brigas não tomo parte,
a morros não subo não:
que se nunca tive enfarte
só tenho meio pulmão.

No amor ainda tomo parte,
mas não me esbaldo, isso não:
que se nunca tive enfarte,
só tenho meio pulmão.

De Eros a arriscada arte
sempre usei com descrição:
que se nunca tive enfarte,
só tenho meio pulmão.

Bem que desejam amar-te
sem medida nem razão.
Mas qual! se não tive enfarte,
só tenho meio pulmão.

sábado, agosto 18, 2007

Orkut de gente morta

Quando alguém morre, e esse alguém tem um profile no orkut, logo começam aparecer um monte de recados dizendo palavras de apoio e votos de boa passagem para uma outra vida.

Ainda esta semana morreu um rapaz que eu conhecia, atropelado na saída do Maracanã, num jogo entre Botafogo e São Paulo. Eu nunca gostei nem desgostei dele, mas era engraçado as coisas que ele dizia, e não era um cara chato definitivamente. Não estou nem um pouco triste por causa da morte dele, mas isso me fez pensar em outras coisas.

Com ele não foi diferente, os recados do orkut encheram. Se eu morrer assim ainda jovem, com orkut e blog, quero que deletem tudo. Não quero deixar nada que eu escrevi aqui na terra. Deletem tudo, queimem meus cadernos, joguem fora tudo o que eu guardo. Essas coisas só são úteis pra mim, e foi por mim que eu as fiz ou guardei.

Bem, no fim das contas eu também desejo que a família consiga suportar a dor, assim como os amigos. O Crispim era um bom rapaz, não merecia ter perdido a vida dessa maneira. Mas tinha bastantes amigos, acho que soube aproveitar o tempo que teve.

quinta-feira, agosto 16, 2007

"O velho e o mar"

O primeiro livro de Hemingway que li foi "Por quem os sinos dobram". E se tive interesse por ele foi por causa de um álbum de Raul Seixas com o mesmo nome, aliás nesse mesmo CD descobri o livro "Nada de Novo no Fronte" de Erich Maria Remarque. Mas esta introdução foi só para dizer como descobri Ernest Hemmingway, e chegar à obra dele sobre a qual quero comentar: "O Velho e o Mar".
São poucos os personagens, e pouco o tempo em que eles aparecem, com exceção do protagonista -o velho- que fica pouco tempo fora das páginas. Talvez o livro seja capaz de fazer qualquer leitor sentir-se identificado com o pescador.
A história narra a vida de um velho pescador que já não tem a sorte e a força da juventude, mas faz isso contando o dia em que ele depara-se com o maior peixe que já viu, e trava com o animal uma batalha honesta, que além de forças físicas, trabalha a capacidade psicológica dos dois, o peixe e o velho. O clímax do livro é o duelo, e o duelo ocupa o livro inteiro.
As reflexões do protagonista são fonte de esperança, e é o grande duelo que o ajuda a pensar nisso.


- O peixe também é meu amigo, disse em voz alta. Nunca vi ou ouvi falar de um peixe desse tamanho. Mas tenho de matá-lo. É agradável saber que não tenho de tentar matar as estrelas.
"Imagine o que seria se um homem tivesse de tentar matar a lua todos os dias.", pensou o velho."A lua corre depressa. Mas imagine só se um homem tivesse de matar o sol. Nascemos com sorte."
Depois teve pena do enorme peixe que não tinha nada para comer, mas sua determinação de matá-lo jamais arrefeceu, mesmo naquele momento de pena. "Quantas pessoas irá alimentar? Mas serão elas merecedoras de um peixe assim? Não, claro que não. Ninguém é merecedor de comê-lo tão grandes são a dignidade e a sua maneira de agir."
"Não compreendo estas coisas", pensou ele. "Mas é bom que não tenhamos de tentar matar a lua, o sol ou as estrelas. Basta viver no mar e ter de matar os nossos verdadeiros irmãos."

("O velho e o Mar", Ernest Hemingway)

quarta-feira, junho 13, 2007

Futebullshit

Hoje de manhã ouvi as mesmas conversas de sempre. Incrível como não se cansam de comentar futebol e contar as mesmas piadas sobre os times. Como é que podem torcer com tanta paixão para um time que nada tem a ver com eles, quer dizer, porque amar um bando de jogadores estúpidos que pouco se importam com os torcedores.
Parece até meio irracional herdar dos pais a devoção por um clube qualquer, talvez seja mais esquisito que escolher aleatoriamente. Eu sei que é o que acontece em 99% dos casos, eu só queria dizer que é meio esquisito.
Até alguns cidadãos que não assistem a jogos de futebol, sequer gostam, ficam defendendo um escudo qualquer. E mesmo eu já fiz isso, já torci para o São Paulo, Botafogo e Palmeiras. Eu sempre odiei futebol, mas precisava ter um time, todo mundo sempre pergunta "qual o seu time ?", e bem , naquele tempo era difícil dizer "não tenho time". Eu achava que tinha que ter um.
No fim das contas é assim em qualquer lugar, outro dia estava vendo David Letterman, e o Matt Damon estava com a camisa de um clube de baseball(Red Sox). Eu só não gosto de ver tanta gente defendendo algo sem ter motivo algum para tal. Mas tudo bem, é assim e não vai mudar. Cada um com seu cada qual.

segunda-feira, junho 11, 2007

Free Paris Hilton

domingo, maio 27, 2007

Das regionalizações

Eu gosto de tomar chimarrão ouvindo Pink Floyd.

segunda-feira, maio 21, 2007

Ataque russo

A Rússia fez o maior ciberataque da história, e tirou da rede a Estônia, que realizou as primeiras eleições nacionais pela internet. Acho que o destaque deste fato na imprensa foi pequeno para as proporções que ele possui. Um país ataca o outro, e ninguém faz muito alarde. Talvez porque o terrorista Putin tenha em seus quartéis o segundo maior arsenal nuclear do mundo.

Ele já mandou envenenar opositores, já prendeu o Kasparov(aquele jogador de xadrez), e agora fez isso. Quem garante que ele não pode usar um daqueles mísseis ?

Ele é agora a maior ameaça à liberdade no mundo. E eu começo a perceber que Enéas é realmente um gênio imcompreendido, só no futuro ele será reconhecido pelo que dizia(ou tentava em poucos segundos), e não pelo visual exótico(exótico é eufemismo, ridículo).

quarta-feira, maio 16, 2007

Revista Piauí

Andei lendo esta semana a Piauí do mês de maio. A revista é "cult", e divertida, mas não consigo confiar nas suas reportagens. O que fez valer a pena meus reais gastos foram os contos, e a tradução de um texto duma escritora européia(um país do oriente). Comprei hoje a edição da Bravo! deste mês e depois deixarei minhas impressões. Mas já de cara com uma folheada rápida achei que ela glamouriza muito a cultura, que todos sabemos, é só diversão.

sexta-feira, maio 11, 2007

Quase uma notícia...

A varanda do apartamento 801 do prédio Esquina di Malta possui uma mesa com quatro cadeiras, uma delas na qual Guilherme Gaspar, 17, estava sentado ontem enquanto tentava escrever um texto decente.
O evento ocorreu por volta das 16:00, e teve como testemunha sua ilustre consciência, que disse: "Sabemos que ficará uma merda, tentei fazê-lo desistir, mas ele parece incentivado por algum livro estúpido que andou lendo". Contudo Guilherme rebateu:"Minha consciência tem o direito de falar o que bem entender. Às vezes chego a pensar que ela tem razão", mas fez uma ressalva: "Por enquanto ainda ouço com desconfiança o que ela diz."
Apesar da discussão, o jovem gostou do que estava escrevendo, porém sua inimiga também teve uma parcela da vitória, já que o texto ficou pela metade. Não existe previsão de retomada da redação em questão por Guilherme, mas ficaremos atentos ao blog Anasmo aguardando a publicação do texto polêmico.

quarta-feira, maio 09, 2007

Sugestão do Chef

http://videolog.uol.com.br/video?225247

Uma das melhores músicas que ouvi nos últimos dias. Sem contar que as imagens escolhidas para ilustrar a música são excelentes. Atenção especial para a imitação de Bob Dylan a partir de 1:40.

terça-feira, maio 08, 2007

Um pouco de Poesia

Cartão de natal

Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar caderno novo,

fresco como o pão do dia;
pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o doente;
que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,

e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.

(João Cabral de Melo Neto - Retirado de http://www.releituras.com/joaocabral_natal.asp )

Esta poesia é fantástica. Riquíssima em imagens: o caderno novo, o pão fresco, o ferro e a ferrugem. Como ensina Carlos Gomes Teixeira, professor de Literatura no Rio de Janeiro, um texto deve começar a ser lido pelo título e pelo rodapé, neste caso "Cartão de Natal" e "João Cabral de Melo Neto", respectivamente. Daí já se prevê um tanto o que vem pela frente; o autor expõe geralmente uma visão sofrida,não de quem viveu com dor de cabeça, mas de quem conheceu o sofriento do sertanejo, por outro lado escolhe sempre um final carregado de esperança, e aí o título já cumpre o seu papel, pois o Natal é um dia de novas esperanças, quando nasce o Messias.
Bem e se já descobrimos um contorno do que encontraremos na poesia, vamos ao seu corpo:

Pois que reinaugurando essa criança
pensam os homens
reinaugurar a sua vida
e começar caderno novo,
fresco como o pão do dia;

O Natal é tempo de recomeçar, e é isto que o aniversário de Cristo significa na vida dos cristãos. Todo mundo já começou o ano dizendo para sí mesmo, com o caderno na mão: "este ano será diferente, eu vou estudar mais, vou anotar tudo", abre o caderno, sente o cheiro, folheia algumas páginas como que procurando por algo, mas sabendo que está em branco. E na segunda comparação, embora em tempos de pré-fabricados, o pão ainda quente da primeira fornada da padaria continua sendo a forma mais gostosa de começar o dia. É esta a mesma sensação de quando começa o ano.

pois que nestes dias a aventura
parece em ponto de vôo, e parece
que vão enfim poder
explodir suas sementes:


É neste momento de recomeço da vida que os projetos parecem poder dar certo, parece que só o nosso ânimo já seria suficiente para que tudo desse certo,e que tudo o que semeamos vai enfim florescer.

que desta vez não perca esse caderno
sua atração núbil para o doente;


A sensação é repetida ano após ano, e depois de um tempo nos desleixamos e vamos perdendo as esperanças, mas o poeta deseja que desta vez seja diferente.

que o entusiasmo conserve vivas
suas molas,

e possa enfim o ferro
comer a ferrugem
o sim comer o não.


Estes quatro últimos versos encerram com a mensagem de esperança que J. Cabral sempre escolhe, e que deverísamos mesmo esperar de uma poesia com este título. Nada pode ser melhor que o ferro corroer a ferrugem, o mal ser tranformado em bem. E quando o sim comer o não, será esquecida a dor e os insucessos.

Quem não conhece João Cabral deveria procurar por algo na internet. Ele é certamente um dos maiores poetas que o Brasil terá em toda sua existência. Além disso fica a dica de visitar o site releituras que é relamente feito com carinho, ótimo para conhecer vários escritores importantes.
www.releituras.com

segunda-feira, maio 07, 2007

Abstinência cultural

Mudanças não são fáceis. Para quem nunca viveu uma grande mudança, como ir morar em outro Estado, talvez seja difícil entender o que se passa. No meu caso em particular está sendo foda de aguentar, simplesmente não existe vida cultural nesta cidade, mesmo com uma universidade de de tamanha razoável, existem apenas umas 3 livrarias, mas mesmo estas são cubículos. Os sebos são bem meia boca, e são 2 apenas, os outros são bancas de jornal que vendem uns livros velhos que os sebeiros não quiseram (quem trabalha em sebo é sebeiro? se não for fica sendo neologismo).
Cinema já faz tempo que não vou. Em Balneário Camboriú existem três salas que só passam os filmes campeões de bilheteria.
Bem, eu vou tocando a boiada por aqui, e quando dá dou uma escapada para Curitiba.

quarta-feira, maio 02, 2007

Batendo cartão

Lá se vão 4 dias sem postar. Na verdade 3, porque ontem eu postei de manhã e deletei de noite. Não gostei do que tinha escrito.
Hoje pela primeira vez em muito tempo eu gostei de ter ido no colégio. Só tem gente tosca naquela espelunca, mas hoje a aula foi boa, incrivelmente, já que só tem professor ruim. Só o Manco é bom professor.
Mal vejo a hora de me mudar deste lugar. Curitiba ou Rio, será minha próxima casa.

sexta-feira, abril 27, 2007

there's time, and if there's not, that's all right too

stay out of churches and bars and museums,
and like the spider be
patient —
time is everybody's cross,
plus
exile
defeat
treachery
all that dross.
stay with the beer.
beer is continuous blood.
a continuous lover.

O texto acima é um trecho de "Drink more beer" de Charles Bukowski. A primeira vez que ouvi falar dele foi quando um amigo me passou um link com o esse poema, e este mesmo amigo me deu um livro do velho Buk, "Misto-quente", que por sinal gostei muito. Não conheço muito bem de escritor algum, mas acho que posso dizer que gosto do que ele escreve, tanto que comprei o livro dele "Crônicas de um amor louco" (na tradução da editora L&PM - Tales of Ordinary madness, no original). Está sendo divertido até agora. Há um conto meio "Gabriel García márquez", mas o resto é bem "Bukowski". Ah, aliás como se pronuncia Bukowski ? /bukauski/ ou /bukovski/ ?

quinta-feira, abril 26, 2007

um post sincero

Esse meu blog é uma merda. E eu nem consegui manter ele por um mês que fosse. Agora estou com vontade de escrever nele todos os dias, mas pode ser que amanhã eu já não queira escrever aqui nunca mais.
Bem, de todo modo a partir de hoje vou postar diariamente (nem eu acredito nisso). O nome do Blog, anasmo, parece não ter o menor sentido, mas têm. Faz parte de um passado remoto da minha existência. Espero que no meu retorno ao Rio de Janeiro possa resgatar um pouco do que era bom naquele, sem perder o que é bom nestes tempos.
Hoje fiz meu primeiro teste de francês. Acho que fui bem, mas não espero a melhor nota, acho que a melhor nota vai ser da menina que não fala nada a aula inteira, ela parece muito inteligente. Sem falar na beleza dela. Qualquer dia tiro uma foto dela, vou ver se consigo ser um pouco Alex Castro hehehe tipo libéral libertaire libertin.
Tenho sentido bastantes saudades do pessoal do Rio.
Parece o suficiente por hoje, espero que meu leitores estejam satifeitos com a minha volta! uhauhauhaauh é como se eu estivesse discursando para um auditório enorme, só que vazio.
Au revoir !